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O sentimento por trás da fome

Atualizado: 12 de abr. de 2023


O sentimento por trás da fome

Imagem: René Magritte, O Filho do Homem

O comportamento alimentar é formado a partir das nossas experiências com a comida, bem como os fatores que o determinam, como o biológico, o psicológico, o social e o cultural. Esse conjunto de fatores vai influenciar a nossa relação com o alimento, e é importante que tenhamos a compreensão sobre as razões que nos levam a comer: por que estamos com vontade, por que estamos em uma festa, por que sentimos prazer, pelas tradições em torno do alimento, pelo acesso ao alimento, pela influência da mídia e redes sociais, pelo marketing, dentre outros. Também é indispensável a percepção dos sinais de fome e saciedade que o corpo nos dá: é fome física ou emocional? O ser humano está sempre em busca de obter prazer, inclusive por meio da comida. Assim, é comum ouvirmos relatos de pessoas que comem de forma exagerada quando estão ansiosas, estressadas, tristes, e até felizes. Esses casos são conhecidos como “comer emocional”, que nada mais é do que o ato de comer como forma de lidar com alguma emoção, sentimento ou situação. Mas como identificar se estou com fome física ou emocional? Na verdade, são sinais bem simples, mas que demandam certa atenção. Na fome física: · Percebemos que ela vai chegando aos poucos, com aquela sensação de barriga roncando, falta de concentração, irritabilidade, fraqueza; · Já se passou algum tempo desde a última refeição; · Não é seletiva, ou seja, não se restringe a um tipo de alimento, mas qualquer um que “mate” a fome; · Não surgem sentimentos e pensamentos negativos em relação ao ato de comer; · A satisfação e a saciedade vêm logo após comer. Na fome emocional: · O surgimento é instantâneo, sem sinais fisiológicos; · Não se passou muito tempo desde a última refeição; · É seletiva, existe a vontade de comer algo específico; · Sentimentos e pensamentos negativos podem surgir após o ato de comer; · A comida não satisfaz nem sacia totalmente; · Vagar pela cozinha, abrindo a geladeira e os armários é um sinal comum.

A recorrência desses episódios influencia diretamente a regulação de fome e saciedade, a quantidade de alimento que ingerimos e, consequentemente, a nossa saúde. Caso perceba que se trata de fome física, se alimente de forma tranquila, atenta e sem julgamentos, até sentir saciedade. Se for uma fome emocional, tente compreender o que está por trás, busque atividades que te tragam bem-estar, converse com alguém de sua confiança e tente trazer o foco para você, não para a comida. Também é muito importante lembrar que o acompanhamento correto, com Nutricionista, Psicólogo e Psiquiatra é essencial para lidar com essa questão, especialmente quando ela envolve outros fatores.

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